Há décadas, livros, teses,
pregações e debates vem denunciando o estado de coisas dantescas no meio
"evangélico" brasileiro. Logo, é desnecessário repetir o que todo
mundo já sabe.
Sempre digo que, uma coisa é
quando se produzem mundos e estórias com o intuito de entreter ou até mesmo com
motivações louváveis (por exemplo, Utópia de Thomas Morus e Cidade do Sol de
Campanella). No entanto, é dantesco ver quando a realidade esvazia o nonsense. Explico.
A cultura do entretenimento é muito familiar entre crentes e não crentes. Até aí, tudo bem (será?). Porém,
o grande problema é quando algo muito terrível acontece. Esse algo, ou seja,
fenômeno do caos chama-se: Quando a nossa realidade supera o conto mais
mirabolante.
O Brasil é um exemplo encarnado
de Gotham. Personagens do mundo fictício ganharam vida em nosso país. Aquele
estado de violência, corrupção generalizada e maldade do mundo do cavaleiro das trevas são reais em mundo real, o Brasil.
Quando achamos que nada mais
poderia acontecer, aparecem gente concreta que deixa Pinguim, Charada e Coringa no chinelo.
É só olhar o famigerado Agenor
"Truque". Lembra o Pinguim. Mas temos o execrável Edir Macedo, que
lembra outro personagem de ficção, o avaro Montgomery Burns (Dos Simpsons).
Houve um programa na década de
noventa (Silvia Poppovic) televisionado em rede nacional que trouxe alguns desses
agentes da confusão e destruição psicológica em seus seguidores (Um desses
líderes é de uma igreja que entrega aos seus fiéis um certificado assinado
por... Jesus Cristo) para um debate público. Ali já se via o nível do
pandemônio em que a igreja “evangélica” brasileira tem estado mergulhada: Personas
que envergonham até a ficção.
Outro fenômeno que esses agentes
do caos têm gerado é o ESVAZIAMENTO DE
SENTIDO DE PRECIOSOS TERMOS DO EVANGELICALISMO SÉRIO. Temos, por exemplo,
"evangélico". Devido a conduta medonha de agentes tresloucados este
belo nome de um significado profundo perdeu-se. Nas palavras de um crítico do
cristianismo: "A efígie desgastou-se, perdendo o valor". Outro
termo muito precioso é a palavra "avivamento". A exposição
irresponsável desses tipos execráveis banalizou o que em seu sentido autêntico infelizmente soterrado
pela maquilagem maligna, se, um dia, recuperados, podem salvar parte do
cristianismo no Brasil.
Segue as semelhanças:





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