quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Agentes do caos





Há décadas, livros, teses, pregações e debates vem denunciando o estado de coisas dantescas no meio "evangélico" brasileiro. Logo, é desnecessário repetir o que todo mundo já sabe.
Sempre digo que, uma coisa é quando se produzem mundos e estórias com o intuito de entreter ou até mesmo com motivações louváveis (por exemplo, Utópia de Thomas Morus e Cidade do Sol de Campanella). No entanto, é dantesco ver quando a realidade esvazia o nonsense. Explico.
A cultura do entretenimento é muito familiar entre crentes e não crentes. Até aí, tudo bem (será?). Porém, o grande problema é quando algo muito terrível acontece. Esse algo, ou seja, fenômeno do caos chama-se: Quando a nossa realidade supera o conto mais mirabolante.
O Brasil é um exemplo encarnado de Gotham. Personagens do mundo fictício ganharam vida em nosso país. Aquele estado de violência, corrupção generalizada e maldade do mundo do cavaleiro das trevas são reais em mundo real, o Brasil.
Quando achamos que nada mais poderia acontecer, aparecem gente concreta que deixa Pinguim, Charada e Coringa no chinelo.
É só olhar o famigerado Agenor "Truque". Lembra o Pinguim. Mas temos o execrável Edir Macedo, que lembra outro personagem de ficção, o avaro Montgomery Burns (Dos Simpsons).
Houve um programa na década de noventa (Silvia Poppovic) televisionado em rede nacional que trouxe alguns desses agentes da confusão e destruição psicológica em seus seguidores (Um desses líderes é de uma igreja que entrega aos seus fiéis um certificado assinado por... Jesus Cristo) para um debate público. Ali já se via o nível do pandemônio em que a igreja “evangélica” brasileira tem estado mergulhada: Personas que envergonham até a ficção.
Outro fenômeno que esses agentes do caos têm gerado é o ESVAZIAMENTO DE SENTIDO DE PRECIOSOS TERMOS DO EVANGELICALISMO SÉRIO. Temos, por exemplo, "evangélico". Devido a conduta medonha de agentes tresloucados este belo nome de um significado profundo perdeu-se. Nas palavras de um crítico do cristianismo: "A efígie desgastou-se, perdendo o valor". Outro termo muito precioso é a palavra "avivamento". A exposição irresponsável desses tipos execráveis banalizou o que em seu sentido autêntico infelizmente soterrado pela maquilagem maligna, se, um dia, recuperados, podem salvar parte do cristianismo no Brasil.

Segue as semelhanças:

[Pinguim]                
                                                                                                                 [Truque]
                                                                                     




                                                                                                   
[Montgomery]
 [Pedir]                             

O Martelo



  


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