O
pastor Paulo Júnior obra no espírito dos filhos do trovão. Seu ardor moralista
é um verdadeiro tiro no pé dos nomes que saem de sua boca.
Seu
discurso esclerosado não se assemelha com os puritanos que ele tanto admira.
Assisti
um dia desses o pastor indicando excelentes obras para leitura. Não obstante,
seu discurso, em especial, dissona com a educação daqueles homens.
É
sabido, por exemplo, que os sermões de Edwards eram sobremodo difíceis de
ouvir. Não pelo peso das palavras, mas pela monotonia de seu discurso. Ele
discursava com o esboço em mãos. Lia seus sermões.
Biógrafos
de Wesley também comentam a serenidade de sua voz em seus sermões.
A
diferença entre o objeto da admiração do pastor e sua postura que mais lembra
pentecostais esclerosados no púlpito é que os puritanos podiam ser duros em suas
palavras, mas a educação e erudição dos mesmos não os permitiam os trejeitos espasmódicos
do pastor.
O
ruim nessa caricatura de sã doutrina é que as pessoas possuem memória curta e
são facilmente enganadas por um homem que discursa na força de seu braço.
Dizer
poucas e boas não muda o coração de ninguém. Dar chiliques no púlpito com a
doutrina correta não garante a transformação.
Infelizmente
o pastor Paulo Júnior destoa, ao menos em discurso, com aqueles que são objetos
de sua admiração. A estes eu fomento que se leiam. Aquele, que oremos para que
cesse de obrar no espírito dos “raios e trovões” que não vem da parte de Deus.
O Martelo

